Como não perder o foco
Todo início de ano tomamos as resoluções de vida nova. A disposição para se tornar uma pessoa melhor e mais disciplinada é infinita nessa época do ano. O que muitas vezes não percebemos é que para cumprir qualquer resolução de Ano-Novo é preciso uma característica básica: CONCENTRAÇÃO. Sem atenção e persistência, dificilmente se atinge qualquer objetivo.
Essa é a teoria do psicólogo americano Daniel Goleman, que defende os benefícios que a atenção concentrada traz. Para ele, a melhor promessa que alguém pode fazer no final do ano é ter foco, e apenas isso.
A possibilidade de estarmos conectados o tempo todo com nossos smartphones e tablets tem nos tornado mais dispersivos. Pare para pensar: quantas vezes você olhou para seu celular na última conversa que teve com um amigo? E quantas vezes parou o que estava fazendo no trabalho para checar o que acontece nas redes sociais?
Em sua tese, o autor afirma que existem três tipos de foco. O primeiro é o foco interno. Esse tipo de atenção nos permite entender – e controlar – nossos sentimentos e emoções.
O segundo é o foco nos outros, que é o que nos faz ouvir o que as outras pessoas dizem e ter a capacidade de nos colocar no lugar delas, compreendendo o que estão sentindo.

O terceiro tipo de foco é a atenção que devemos dar ao que acontece a nossa volta e como nossas atitudes impactam o resto do mundo. Esse tipo de atenção gera consciência social e sensibilidade aos problemas que afetam o mundo todo, como o aquecimento global e a fome.

No ambiente profissional, é importante ter em mente que é muito mais fácil ter concentração quando fazemos um trabalho que consideramos estimulante.
As pessoas que gostam do que fazem sentem mais facilidade para manter a atenção. O ideal seria aproximar o trabalho de algo que proporcione prazer. Como nem sempre isso é possível, manter a motivação e encontrar um propósito para o que se faz pode ser uma saída para evitar o tédio e a consequente falta de atenção.
Fonte: epoca.globo.com/ideias (adaptado)